.: NOSSA HISTÓRIA

Estamos nos anos 40, a cidade de São Paulo cresce rapidamente, na sua periferia já existe um grande número de famílias morando em condições precárias. É também o período em que a igreja do Brasil desperta para o problema social; a Ação Católica reúne militantes comprometidos com a justiça social, multiplicando-se os núcleos de atuação nos bairros populares.

Um grupo de operárias da JOC, Juventude Operária, saía, todo domingo, do Brás, para o Ferreira, periferia da cidade, para ensinar catecismo às crianças; em Itaberaba, professoras, voluntárias, da JIC, Juventude Independente, realizavam diariamente atividades com meninas e mães. Os encontros entre elas eram freqüentes; reuniam-se na Escola Nossa Senhora das Graças, então no bairro de Higienópolis, onde trocavam experiências e sonhos. Dessa união nasceu o Núcleo São Paulo, no Ferreira, e em 1956 a Associação Pela Família, uma organização não governamental, com a missão de promover o pleno desenvolvimento humano, comunitário e pessoal, por intermédio de serviços de educação. O primeiro projeto da instituição foi adquirir a Escola Nossa Senhora das Graças, e construir um prédio novo, no Itaim. Atendendo a uma necessidade da população, em 1975, o Núcleo São Paulo deu origem à Escola de Educação Infantil Gracinha, gratuita.

A migração interna iniciava a sua caminhada para o Sul, na esperança de dias melhores; no Jardim Jaqueline, zona oeste, crescia uma favela; foi ali que um grupo de sócias e educadoras da Escola Nossa Senhora das Graças criou, em 1987, um Centro Educacional, o Cepec, trabalhando em contato com a igreja. Atualmente atende crianças de 7 a 12 anos.

A ASPF se desenvolvia, conservando forte característica familiar; no entanto, os tempos mudavam rapidamente, tornando-se as relações de trabalho e a legislação mais complexas. Na década de 90, a ASPF começou um longo processo de profissionalização dos funcionários, revisão da estrutura organizacional, ampliação do serviço prestado à população carente. Com esse objetivo, em 1993, a Escola Gracinha foi transformada no Centro Educacional Gracinha, que hoje atende crianças e jovens entre 6 e 17 anos. O agravamento dos problemas sociais exigia maior comprometimento e a busca de parceiros; o Instituto C&A de Desenvolvimento Social foi o primeiro e grande colaborador. Participando do programa “O Instituto dobra a Parada,” a ASPF construiu, num terreno de sua propriedade, no município do Embu, o Centro Educacional Colibri, inaugurado em 1996, atende atualmente, crianças de 4 a 12 anos.

Em 1997, é criado o Centro Educacional Girassol, também no Jardim Jaqueline, para o atendimento de crianças de 4 a 6 anos.

Em 2001, um novo convênio com a SAS confia à ASPF o Centro de Convivência Uirapuru, junto à favela de mesmo nome para crianças entre 7 e 14 anos. Nesse ano, também o iniciamos o Projeto MOVA da Secretaria Municipal da Educação, com cursos noturnos de alfabetização para adultos. Hoje são 6 salas de alfabetização, oferecendo além da formação, a esperança.



Em 2003, ano em que completou 60 anos, foi iniciada a reforma da ENSG, o “Gracinha”, referência em educação fundamental e ensino médio particular.

Em de janeiro de 2004, foi inaugurada a Nova Escola, na região do Aeroporto. Educação de qualidade é prioridade para a Nova Escola, que vem contribuir com a realização pessoal e a mudança social, em estreita parceria com a família. A unidade oferece ensino particular infantil, fundamental e médio.

Também em 2004 iniciaram três novas parcerias: Caminho Novo com a ASSINDES, associação que acolhe homens em situação de rua, um projeto que visa à alfabetização desses homens; Centro Educacional Asas Fortes, com o Instituto de Amparo a Crianças Asas Brancas, objetivando trabalhar com jovens de 14 a 16 anos preparando-os para continuarem os estudos e para inserção profissional; e Arco Íris com a Arca do Brasil, instituição que acolhe pessoas portadoras de dificuldades especiais.

Por sua atuação na área sócioeducacional, a ASPF tem certificado de entidade de fins filantróficos, concedido pelo CNAS. Por isso, lhe é concedida a isenção de impostos e tributos, da qual a mais significativa é a cota patronal do INSS. Convenios com as secretarias municipais de Assistência Social e de Educação, parcerias com outras instituições - Abrinq, Vitae, Instituto Ayrton Senna, Central do Dizimo, Fundação Salvador Arena, Instituto Heading Griffo - e a colaboração de doadores e voluntários têm possibilitado a expansão do seu trabalho e seu aperfeiçoamento constante.




“Esperar não é saber. Quem sabe, faz a hora, não espera acontecer.” (Geraldo Vandré)